
segunda-feira, 27 de junho de 2011
A lição da bola vermelha

segunda-feira, 20 de junho de 2011
Promoção de Aniversário!
E quem levou a camiseta e o CD foi MATHEUS MARTINS! Valeu, Matheus querido, parabéns! Depois de receber seu prêmio, manda uma foto com a camisa pra gente publicar no blog!
Mais uma vez, obrigada a todos vocês, e fiquem de olho que ainda esta semana tem crônica nova no Boca. Ah, e aguardem, pois em Julho tem nova temporada do musical Filhos do Brasil, em sampa! Beijos!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
1 ano de Boca!

Viva, viva! Vocês sabem que dia é hoje? Hoje é dia de comemorar, o Boca no Mundo faz seu primeiro aniversário! Pois é, um bebê, nascido tão pequeno e humilde, e que em tão pouco tempo de existência, tem me dado crescentes alegrias e cada vez mais lindas trocas com vocês! Querem ver como ele nasceu? Vamos lá no dia 6 de Junho de 2010, exatamente um ano atrás. Aproveito pra agradecer a todos vocês, que visitam, que lêem, que comentam, que participam, que divulgam, que contribuem e que, de uma forma ou de outra, colaboram! Um MUITO OBRIGADA do tamanho do mundo pra todos vocês! :*
E aqui no Boca, em dia de festa, quem ganha são vocês! Tem uma camiseta do blog e um CD promocional, com 10 músicas minhas, doidinhos pra pertencerem a algum leitor do Boca! Pra concorrer é muito fácil: basta comentar este texto respondendo a perguntinha que segue logo mais abaixo. Recebedores por e-mail que tiverem dificuldade pra comentar diretamente no blog, respondam por e-mail mesmo que a gente publica seu comentário aqui no Boca, formando um mural bem rico de respostas de todos os tipos. Pode participar qualquer pessoa, de qualquer idade, credo, condição, estado civil, profissão, mas desde que seja residente em território brasileiro. O sorteio do presente será dia 20 deste mês e o resultado sai por aqui no mesmo dia. Então participem e fiquem de olho...
Uma vez, sonhei que era um gigante, tão gigante que o planeta parecia uma bola em minhas mãos, e eu já não cabia nele, claro. O espaço sideral era gostoso de se sentir, e meu corpo parecia estar submerso em uma piscina, não pesava, mas também não queria boiar, e nem havia superfície para boiar nessa piscina infinita. Meus movimentos eram fluidos, lentos e relaxados, e apenas a ausência de gravidade me sustentava. Eu podia nadar nesse espaço negro, salpicado de estrelas, por entre os planetas, lua e sol. Mas só um planeta me atraía: a Terra, uma bolinha viva e pulsante entre minhas mãos. Eu não podia movê-la; na verdade, nem tocar diretamente nela eu podia, já que em torno de toda a esfera havia uma energia, uma capa magnética, que pulsava, pulsava, emanava calor e luzes de variadas cores. Mesmo assim, eu mantinha as mãos em volta dessa bola pulsante, a acolhê-la. Os sons que vinham da Terra me soavam como pequenas explosões, sobrepostas a um contínuo, misterioso e distante som, como o som que ouvimos dentro de uma concha do mar. E, de repente, tive a consciência de que a Terra podia me ouvir também, incluindo todos os seus habitantes humanos, animais, vegetais, minerais, tudo, desde o peixinho mais fundo no mar até a ave do pico mais alto, passando pelos homens líderes de todos os países, por todas as crianças, por todos os surdos, independente da língua, todos compreenderiam minha mensagem, qualquer pessoa que estivesse andando por uma grande avenida ou que estivesse dormindo, receberia minha mensagem. Então eu abri a boca...
E você? Se um dia estivesse diante do planeta, sabendo que toda a Terra te ouviria, o que você faria?...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Parceria Ousada
Agora, parceria autorizada, fiquem vocês com Back to Life! (É só abrir o link e a música começa a tocar) E logo abaixo, segue a tradução da letra pra vocês acompanharem. Aproveitem!
Obrigada, maestro Allevi, por seu coração, por sua arte, por sua vida!
Back to Life (tradução)
Aquecida pelo sol
De um poente ao meu redor, ao nosso redor,
Sobre as folhas vermelhas
De um outono que chegou pra mim.
Abraço uma árvore e, você sabe,
Sinto a vida, sinto que isso é melhor que somente ver,
E faz tocar uma canção
Profunda e bela dentro de mim.
A sua voz lê pra mim
Poesias sob uma árvore,
E me diz tudo aquilo
Que você procura às vezes não dizer,
E é mais bonito te ver assim,
Faz tocar uma canção
Profunda e bela dentro de mim.
Refrão:
Ver mais que imagens, luz e cor,
Faz retornar à casa uma canção de amor,
Que me acaricia o coração e depois quer voar,
Por isso eu canto, e mais forte, maior virá...
Mantenho os olhos abertos pra tudo aquilo que devo aprender,
Recolho os tesouros que a vida me dá,
A alegria só tem sentido se puder ser compartilhada,
Por isso eu canto, mais forte, maior, mais belo...
Vem um vento a cantar,
E leva embora os pedaços de mim,
Porque em breve nascerá
A minha nova primavera, você verá...
Feche os olhos e entenderá
Os tantos modos de ver
As coisas belas por onde você andar,
E sentirá esta canção
Tocar forte dentro de você.
Refrão:
Ver mais que imagens, luz e cor
Faz retornar à casa uma canção de amor,
Que me acaricia o coração e depois quer voar,
Por isso eu canto, e mais forte, maior virá.
Mantenho os olhos abertos pra tudo aquilo que devo aprender,
Recolho os tesouros que a vida me dá,
A alegria só tem sentido se puder ser compartilhada,
Por isso eu canto, mais forte, maior, mais belo...
Sara Bentes
domingo, 22 de maio de 2011
Vai uma mãozinha?
Existe também a ajuda de fada, que é a daquelas pessoas que simplesmente mudam seu próprio trajeto e param sua vida pra te ajudar. Desse tipo de ajuda, graças a Deus, já tive muitas. Outro dia mesmo, na paradinha do ônibus pra São Paulo, fui ajudada por uma dessas fadas. Perguntei o nome dela e era Ada. Quis saber o significado e ela disse o que eu já sabia: era Fada. E quando nos despedimos, agradeci; e ela, com a voz cheia de sorriso, respondeu: “Obrigada você, por me deixar te ajudar.” Essas ajudas de fada, repletas de troca, amor e vontade, a gente nunca, nunca esquece... Por outro lado, as ajudas tortas, aquelas dadas com a maior das más vontades, às vezes também são difíceis de esquecer... principalmente quando vêm de pessoas queridas e que no fim sempre tomam uma lição, e dão com a gente boas risadas. Eu era adolescente e fui tomar um dos dois ônibus que passavam no ponto mais próximo da minha casa. Como era um ponto frequentemente deserto, minha mãe mandou comigo minha irmã, para me colocar no ônibus certo. Provavelmente ela, minha irmã, teve de interromper algo que fazia pra ir acompanhar a chata da irmã mais nova até o ponto e, com a tromba batendo no pé, subiu a rua comigo, muda. Chegando no ponto, vazio, esperamos sós por alguns minutos, até que uma senhora bem velhinha chegou e se sentou também. Foi aí que tive a brilhante e óbvia ideia, que compartilhei com minha irmã: “Se ela for pegar o mesmo ônibus que eu, você fica liberada.” Perguntei então à velhinha se ela esperava o ônibus tal, e, para a alegria geral das irmãs, ela disse que sim. Num solavanco, minha irmã se levantou e tomou rapidamente o caminho de volta pra casa. E eu já nem ouvia mais seus passos quando a velhinha virou-se novamente pra mim e complementou sua resposta dizendo: “Só que ce tem que vê pra mim porque eu num sei lê não, viu, minha fia?” É, agora eram duas numa enrascada... Mas ainda deu tempo de minha irmã ouvir meus gritos por seu socorro, voltar e salvar a pátria. No fim das contas, tudo acaba bem e estamos todos aí pra aprender. Ajuda torta, ajuda capenga, ajuda superprotetora, ajuda subprotetora, ajuda infantil, ajuda fantasma, ajuda curiosa, ajuda apavorada, ajuda intrometida, enfim, apenas pessoas boas cruzam o meu caminho, como instrumentos de Deus e do meu anjo da guarda, e eu agradeço de coração a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, deram uma mãozinha, um bracinho pra me guiar, um olhinho pra enxergar por mim, a todos aqueles que tentaram mas não puderam ajudar, aqueles que podiam mas, por medo, nem tentaram ajudar, o meu MUITO OBRIGADA!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Fotografias Poéticas para todo o Brasil!
Um obrigada do tamanho do mundo ao querido amigo Marcondes Mesqueu e ao seu filho Vinícius Mesqueu, por todo o apoio, esforço e imenso carinho! Um obrigada igualmente gigante ao jornalista e escritor Toninho Vaz, que assina o prefácio do livro e também marcou presença no sarau de lançamento! Obrigada ainda a todos que, de uma forma ou de outra, participaram de mais essa conquista e ajudaram a tornar possível a concretização deste trabalho!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Hino Nacional bilingue?
Bom, como eu disse, promessa é dívida. E aqui está, especialmente pra vocês, minha interpretação do nosso hino nacional, em português e em Libras! Mas antes, aproveito pra compartilhar algumas informações interessantes que, infelizmente, poucos brasileiros têm: ao contrário do que muita gente pensa, a língua de sinais NÃO é universal, cada país desenvolveu a sua. E a nossa é a Libras – Língua Brasileira de Sinais. Importante lembrar: língua não é linguagem, e sinais não são gestos. A LÍNGUA de sinais é um outro idioma, com outra estrutura, outra identidade, e não é uma correspondência da língua falada no país; no caso a Libras não é uma adaptação do português para os sinais. E a língua de SINAIS não se limita a movimentos das mãos, ela é também expressão facial e corporal, e por isso não pode ser chamada língua de gestos. Agora o que todos os brasileiros precisam saber: a Libras é um idioma OFICIAL no Brasil, assim como o português. Nos Estados Unidos os surdos têm a ASL – American Sign Language, na Itália, a LIS – Lingua Italiana dei Segni, e assim por diante. No Brasil temos a Libras, e jamais pode ser imposto a um surdo que deixe de falar a Libras, a sua língua natural e de direito. E pra quem acha que é capricho de surdo lutar pela língua de sinais, já que eles podem muito bem fazer leitura labial e aprender a falar mesmo sem ouvir, como um ou outro surdo que a maioria de nós conhecemos, é bom saber que uma minoria deles tem meios de pagar uma boa fono que os ensine a falar. Mas eles podem ao menos aprender a se comunicar pela escrita e ler as legendas da televisão- é o que a maioria pode argumentar. Então agora vai uma explicação surpreendente e delicada: quase todos os surdos de nascença não compreendem o português, e vivem completamente alheios à informação em massa e aos livros. Isso não tem nada a ver com a capacidade intelectual deles, tem a ver apenas com a ausência de um sentido fundamental para o aprendizado de um idioma falado. Imaginem-se por exemplo tentando aprender a ler chinês. Só que vocês não têm um professor, nem vídeos na internet, nem ninguém que diga o que quer dizer ou que som tem cada ideograma. E aí, como vocês não têm na mente nenhum registro de som associado a qualquer um daqueles desenhozinhos, fica um pouquinho difícil, não fica? Isso é só para comparar, ridiculamente, à situação do surdo de nascença, que além de não ter nenhum registro sonoro do idioma falado em seu ambiente, não tem registro sonoro de nada. É muito fácil pra quem escuta, julgar uma situação desconhecida e querer que uma minoria, no caso os surdos, aprenda a língua da maioria, ou seja, o português, para assim então se integrar. Só que mais fácil ainda, eu garanto, é uma maioria, com muito mais acesso à informação, aprender uma nova língua, muito bonita, simples e eficaz. Aliás, diga-se de passagem, muito mais fácil que a “língua do futuro”. Está aí, a língua do presente pedindo pra ser falada, ou sinalizada, oferecendo novos conhecimentos, horizontes, interações e possibilidades. Então, vamos em frente, brasileiros!
Obrigada ao meu mestre Fabiano Campos e a todos os amigos surdos que, pacientemente, ensinam-me sempre mais e se comunicam comigo através do tato. Com vocês, o hino nacional brasileiro!
